Tati Eckhardt Sex Coach: A Banalização do Coaching no Brasil

Tati Eckhardt Sex Coach e produtora de conteúdo da Sex Coach Brasil

Se tem algo que me incomoda é o tal do preconceito. É incrível como existem pessoas que se dedicam com afinco a julgar os outros e não têm interesse em ser uma pessoa melhor.

Vejo algumas figuram pitorescas no meu trabalho. Por trabalhar com produção de conteúdo, aqui no Blog, no Youtube , Instagram, Twitter e Facecast, e atuar diretamente com o público, fico sujeita a inúmeras críticas o tempo inteiro. Certamente, consegui adquirir a habilidade de criar uma armadura contra esses haters da internet. Mas, de vez em quando, coleto alguns comentários que acho importante não deixar para trás, justamente para refletir e elucidar alguns pontos relevantes para discussão e debate.

Há um tempinho atrás, vi esta mensagem enquanto eu fazia uma live no Facecast, confesso que não dei muita importância, pois eu estava dando uma aula de educação sexual e não queria perder meu raciocínio, mas depois a mesma frase apareceu no Curious Cat:



Coach é inútil, procurem um profissional com formação!


Daí, eu refleti sobre isso e decidi responder desta forma. Afinal, esta pessoa estava determinada a chamar minha atenção, já que descobriu todas as minhas mídias sociais e estava disposta a gastar um tempo da vida dela me odiando gratuitamente. Segue a resposta:



Coach, no sentido original da palavra, que vem do inglês, quer dizer treinador, treinadora. No Coaching, o Coach é o profissional habilitado para auxiliar, dar consultorias e/ou ser o mentor do coachee, (que é o aluno ou cliente), a criar metas, planejar a sua execução e potencializar os resultados obtidos.



O principal benefício é que a pessoa terá um profissional capacitado ao seu lado na criação de um plano de ação voltado aos seus objetivos. Sejam eles pessoais ou profissionais. Tudo o que você espera conseguir pode estar ao seu alcance a partir do Coaching, que é uma profissão que está sendo cada vez mais necessária no mercado de trabalho.



É lógico que, existem charlatões nesse meio, como também existem charlatões em quaisquer outras profissões. Entendo que a má utilização da profissão acarreta uma péssima imagem e dificulta o trabalho de quem realmente é profissional na área.



A sua postagem aqui, foi uma afirmação generalizada, o que é muito perigoso, pois pode ser confundido com calúnia. Entendo sua frustração por, talvez, ter sido enganado por alguém, mas isso não te dá o direito de me acusar.



Eu não estou aqui para enganar você e nem a ninguém. Eu sou uma profissional com formação. Além de continuar estudando sempre. Pois hoje devemos estar sempre em formação: LifeLong Learner, que significa aprendizado constante. Mas o fato de você só conseguir desabafar suas frustrações e sair por aí, sendo hater nas redes sociais, por meio de mensagens anônimas, só mostra o quanto você está doente e que precisa de ajuda.


Infelizmente, algumas pessoas preferem remoer ódio e ficar despejando o seu veneno como se fosse melhorar a sua vida em vez de ter a consciência de que precisa se tratar. A única pessoa prejudicada aqui é você. Lembre-se, esse tipo de sentimento: vingança, ódio, mágoa não faz o menor sentido, pois é como se você tomasse veneno esperando o outro morrer.



E o objetivo deste post é esse, expor o que acontece no dia-a-dia de uma profissional do Coaching, para elucidar, de forma que as pessoas percebam o quanto é pernicioso julgar e generalizar as coisas, não somente na difamação de pessoas sérias, mas também no preconceito de forma geral, contra mulheres, mulheres negras, mulheres trans, a comunidade LGBT como um todo, pois me incluo nesta bandeira.

Eu concordo plenamente com o que disse Vicky Block, em relação a profissão de Coaching:


“estamos diante de uma atividade nobre, intensa e que exige comprometimento, conhecimento, formação e genuíno interesse no outro. Não me cansarei de bater na mesma tecla enquanto ainda for necessário esclarecer sobre o real papel do coaching e tentar evitar que a banalização do tema possa prejudicar uma atividade que é tão importante para a sociedade.”

Meu trabalho é trazer luz para promoção de debate e reflexões que façam com que a gente pare pra pensar em como a nossa sociedade é insana e doente quando não busca empatia e compaixão pelo outro. É somente quando tiramos as lentes do egocentrismo que conseguimos olhar o outro com um olhar de misericórdia.



Dessa forma, aos poucos conseguimos ver semelhança entre as dores dos outros e a nossa. A compaixão se dá quando percebemos que o outro sente dores iguais as nossas, e que se ajudando todo mundo pode melhorar.



Acredito imensamente no poder de bondade que o ser humano pode ter. Tenho esperança e sempre vou lutar para sermos pessoas melhores. Vamos mudar nosso mindset e criar formas de vivermos melhor em sociedade, respeitando a todos pois, todos somos diferentes e precisamos respeitar as individualidades de cada um.

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