Tati Eckhardt em... Eu, de Clarisse Linspector





Olá queridas, queridos e querides!



Reservei este espaço para colocar meus pensamentos soltos, poesias e textos que gosto de outros autores. Primeiramente, as poesias de Clarisse Linspector, na qual inspirou toda a minha adolescência. Todas aquelas “sensações” que ela expressava em seus textos mexia comigo e eu amava isso.

Escrever poesia, poemas, pensamentos e rabiscos, além de expressão artística foi para mim uma espécie de terapia, embora eu ainda não soubesse disso. Algo que me movia e me dava esperanças de um mundo melhor, diferente da realidade que eu vivia. Era muito difícil estar na minha pele. Uma menina tão sonhadora que se resumiu à culpa e vergonha de ter engravidado e ainda ter que encarar a dura realidade de sobreviver e vislumbrar um futuro melhor para aquele bebê que acabara de chegar ao mundo.

A poesia me tirava dessa realidade. Era um mundo somente meu, e isso era gratificante.

A seguir, Eu, de Clarisse Linspector:




Eu


Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Entupo-me de ausências, Esvazio-me de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos.

Pouco não me serve, médio não me satisfaz, metades nunca foram meu forte!

Todos os grandes e pequenos momentos, feitos com amor e com carinho, são pra mim recordações eternas. Palavras até me conquistam temporariamente… Mas atitudes me perdem ou me ganham para sempre.

Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… Ou toca, ou não toca

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