Tati Eckhardt Sex Coach responde: Existe Mulher Bissexual e Lésbica, machista?

Atualizado: 20 de Set de 2020


Sejamos Todxs Feministas!

Você sabia que o machismo não é somente uma questão de preconceito, é também uma questão de poder, uma relação de poder onde se impõe uma hierarquia do homem sobre a mulher?



A nossa sociedade é patriarcal, disso não se têm dúvidas, mas o que fazer quando uma pessoa levanta uma questão onde afirma existir o fato de ter mulheres machistas lésbicas e bissexuais, objetificando outras mulheres?



Pra não perder a paciência e a sanidade, respirei fundo, meditei um pouco, voltei ao meu centro de equilíbrio e fui buscar fontes seguras sobre o assunto.



Este é um trecho de um artigo da Revista da ESMESC, falando sobre objetificação da mulher, tolerância à violência e cultura de estupro.



Iniciando-se com o gênero, pode-se falar em um sistema criado culturalmente, compreendido como uma construção social da identidade sexual dos seres humanos. Muito embora tenha se desenvolvido de maneira maleável durante o deslinde histórico, com ele estratificou-se uma hierarquia: o gênero masculino em patamar superior e o feminino em posição de sujeição (SILVA, 2010, p. 49).


Visando manter o molde hierárquico das premissas de gênero, o poder e a violência passam a ser articulados, fazendo com que tais sustentáculos se desenvolvam conjuntamente. Deste modo, o poder é ratificado por meio da dominação e da violência, de modo que esta se afigura como “[...] um mecanismo necessário à perpetuação do poder masculino” sobre as mulheres (SANTOS, 2008, p. 46).



Por ser a violência uma maneira de dominação patriarcal histórica, se encontra ela “[...] impregnada de profundos conteúdos inconscientes” (DIAS, 2010, p. 3), presente em diversas situações cotidianas taxadas como usuais, como pela discriminação da mulher, pela linguagem ofensiva, pelas piadas machistas, pelo estereótipo de corpo, pela obstrução da liberdade sexual, pela intimidação, pelo assédio, pelo abuso, pelo estupro e pela morte (SANTOS, 2008, p. 23).



Nesse ponto se observa o aparecimento do poder simbólico, no qual as normas da sociedade são consideradas naturais e, assim, inquestionáveis, legitimando a sua vigência e aderência pelos cidadãos que nela se integram. De acordo com Bourdieu “[...] o poder simbólico viabiliza e legitima o exercício de outras formas de poder por meio do obscurecimento da realidade” (2000 apud BICALHO; DE PAULA, 2009, p. 3). Não é outro o caso do estupro, um comportamento sexual forçado e muitas vezes justificado, naturalizado e ofuscado a serviço do machismo, da opressão, da misoginia e da violência.



Diante da realidade apresentada, você concorda comigo que todos nós precisamos evoluir e buscar refletir em questões importantes de preconceito: machismo, racismo, misoginia, entre tantas outras? Devemos dar mais importância ao que pensamos, precisamos mudar essa mentalidade arcaica e retrógrada que faz a tantos sofrerem, principalmente as mulheres.



Logo abaixo a pergunta que me fizeram no Curious Cat:


Curious Cat: Você acha que as mulheres bi e lésbicas (algumas) são machistas. No twitter e no facebook tem muuuita mas muita mulher que ficam objetificando outras mulheres. Coloca foto de peito na capa do twiiter, de bunda no facebook..



Tati Eckhardt: Olá queridx! Primeiramente, temos que entender o que significa objetificação, ok? Vamos lá!



A ideia de objetificação é exatamente tratar uma pessoa como coisa, objeto, sem direitos, sem desejos, ou seja, uma coisa inanimada, sem vida.



Objeto é qualquer coisa material que pode ser percebida pelos sentidos. Objeto é uma mercadoria, um artigo, um bem de consumo, de posse.



O termo objetificação da mulher é muito usado em movimentos feministas, contra uma visão machista, principalmente de homens, em tratar a mulher como um objeto sexual.

Vemos em diversas mídias, a exposição da mulher como um pedaço de carne, ou uma cerveja, ou qualquer outra coisa que seja para incentivo ao homem a consumir algum produto, como se este fosse a mulher. Isso é objetificação da mulher.



Agora, se mulheres publicam fotos delas mesmas ou de outras mulheres em suas redes sociais, isso não significa, necessariamente, que se trata de objetificação, mas sim pura e simplesmente, a liberdade de expressão. A mulher tem todo direito de se expressar da forma que bem entende.



Por que será que a mulher sempre tem que se justificar quando expressa uma opinião ou quando mostra o seu corpo, ou mesmo o corpo de outra mulher em suas redes sociais? Será que ela não pode mostrar que sente tesão por outra mulher, através de uma imagem de bunda ou peito? Isso sendo certo ou errado, será que se fosse um homem fazendo exatamente isso, será mesmo que você teria me perguntado isso? Pense a respeito.

O machismo existe em qualquer camada da sociedade, independe de orientação sexual ou posição social. Ou seja, existem mulheres bissexuais e lésbicas, machistas, bem como existe qualquer outra pessoa que também pode ser machista.



O primeiro passo para mudarmos o mundo começa em nós mesmos. Toda vez que acharmos que alguém está sendo preconceituoso, devemos nos avaliar e transformar primeiro aquilo que existe de preconceito em nós, para depois tentar iluminar outras pessoas. Mas jamais será julgando, principalmente com uma pergunta igualmente preconceituosa. Não se engane, todos somos preconceituosos em alguma coisa e ter consciência disso, traz luz ao nosso entendimento para podermos melhorar como indivíduo e viver bem em sociedade.



Por esses e outros assuntos, acredito que é fundamental defender a causa feminista. Todos nós devemos ser feministas, segundo a feminista e escritora, Dra Chimamanda Ngozi Adichie, em seu livro "Sejamos Todos Feministas", baseado em uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações.



Enfim, as mulheres não querem superioridade em relação aos homens. Nós queremos poder exercer nossos direitos constitucionais, direitos de liberdade de expressão, liberdade sexual, queremos poder ter as mesmas oportunidades para sermos felizes.


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