Sex Coach Brasil: O Primeiro Orgasmo da Minha Vida

Atualizado: 31 de Jul de 2020



MAsturbação feminina: primeiro orgasmo


A primeira vez que eu tive um orgasmo foi aos 22 anos. Desde a minha primeira vez, que foi aos 15 anos (essa parte vai ficar pra outro dia, eu conto em outro momento), eu não sabia o que era sentir um orgasmo, e como não existia informação, eu simplesmente achava que gozar era ficar excitada. Então, eu ficava muito excitada. Logo, gozava muito. Na minha cabeça, é claro.



Quando uma mulher tem um orgasmo, ela sabe exatamente que teve. Não adianta pensar que teve, se você teve dúvidas, você não teve um orgasmo.


Enfim, quando comecei a me tocar, eu tinha por volta de uns 17 anos. (Veja bem, depois de ter transado e tido uma filha, essa parte também vou contar em outro momento). Eu sentia muito tesão mas tinha nojo de sexo e nunca quis me tocar, mesmo porque eu nem sabia como fazer e achava meio sujo.



Mas aí, a primeira vez que vi um filme pornô, fiquei louca de tesão. Detalhe, eu não transava. Nunca mais tinha sequer tido contato com pessoas que não fossem da minha família, por 4 anos. Eu vivia escondida por ser mãe solteira (um escândalo na minha época), então sexo pra mim era um imenso tabu. Uma muralha gigantesca. Mas fui começando a sentir um misto de nojo e inquietação, uma quentura aqui e ali. Eu não sabia o que eu estava sentindo, mas não queria parar.



Era um filme em VHS que eu peguei escondido nas coisas do meu pai. E estava sozinha em casa, coloquei no vídeo-cassete e dá-lhe…



O filme que eu vi tinha uma mulher linda de cabelos pretos e usava um short de couro com um buraco bem no meio… ela usava um chicote. Humm... Ela ia descendo as escadas da mansão. E tinha uns 20 homens com o pau duro tocando pra ela. Aquilo me acendeu. Daí depois de muita putaria, ela vai no banheiro e tem uma loira lá. Eu não lembro direito mas quando eu vi aquelas duas se agarrando e se chupando, eu explodi de agonia.



Eu não conseguia identificar aquilo que eu estava sentindo mas, com certeza, não era nojo. (depois de muitos anos que fui descobrir que eu era bissexual, e levei mais alguns para me aceitar. Isso também vai ficar pra outra história.)



Daí fui pro banheiro e comecei a me tocar, mas onde? Eu nem sabia por onde começar, só sabia que eu estava muito molhada. Enfiei na minha vagina tudo que eu vi pela frente: desodorante, cenoura, abobrinha... e nada. Só me machuquei. Eu nem sabia para que servia o clitóris, porque era tão sensível que eu nem gostava de encostar nele. Tentativa frustrada, mas até aí, estava achando que tinha gozado.



Agora, pára um pouco, e pensa num mundo onde não existia o Senhor Google... consegue imaginar? Não, né. Pois é, mas eu vivi nesse mundo aí.



O sexo parecia que não existia no mundo. Não se podia falar. Mas eu já sabia que os bebês não vinham da cegonha, e como eu sabia! Eu tinha um.



Depois me lembro ainda de algumas tentativas mal-sucedidas.


Com 19 anos, voltei a estudar. Comecei a ter contato com outras pessoas. Tive algumas relações sexuais, mas não foram boas. Com 22 anos comecei a namorar um menino que era um pouco mais velho do que eu e que era amigo da família, nós éramos amigos desde que eu tinha 9 anos. Ele me ensinou algumas coisas, transávamos muito. Ele era bem safadinho, mas ainda assim, eu não tinha tido um orgasmo.



Pra variar e não ser julgada, fingia o tempo todo, imitava uns pornôs e ele acreditava. Quem nunca fingiu orgasmo? Se você é mulher e está lendo isso, não precisa mentir para você mesma, só você sabe e não precisa contar para ninguém.



Foi por puro acaso. Estava no banho e tinha o bendito chuveirinho. Eu não costumava usar, mas lembro que eu o liguei e comecei a jogar no corpo, aí fui deixando, relaxando, fui passando nos mamilos, que eram muito sensíveis também, aquilo simulava uma chupadinha, adorei. Fui ficando excitada e o tempo foi passando.


Eu fui insistente, acho que fiquei umas 2 horas no banho. Aí comecei a descer o chuveirinho, pela virilha devagar, nas coxas, fui ficando tão excitada que coloquei uma toalha no chão e sentei ali de pernas abertas. E fui experimentando, e daí, foi ficando confortável aumentar a pressão da água no clitóris, e foi aumentando a sensação.



É difícil descrever como foi sentir o orgasmo… As pernas ficaram tremendo, parecia que o meu clitóris ia explodir, e por dentro, do ventre até o coração subindo aquela sensação no corpo inteiro, indo até a ponta dos dedos, ficando dormente.



Parecia que eu ia ter um AVC ali mesmo, e eu não conseguia mais parar.


Lembro que pensei, se eu morrer agora, morro feliz.


Me senti saindo do corpo, flutuando, fiquei surda. As pernas davam espasmos, parecia que eu tinha morrido e voltado ao corpo. Foi tão forte que parece que levou uma eternidade para acabar. Quando acabou, eu não conseguia levantar. As pernas estavam bambas.



Que sensação fantástica! Foi a sensação mais forte que eu já tinha experimentado na vida.

Não tive pressa, levei todo o tempo que precisava pra sair dali, me sentindo totalmente dona de mim.



Dali em diante, nunca mais deixei de me masturbar. Eu me sentia ótima em não precisar de ninguém para sentir tudo aquilo. E ainda era muito melhor do que uma transa. O próximo desafio agora era ter um orgasmo com um pau dentro. Levei mais um bom tempo para realizar esta façanha.



Mas aquele dia foi o meu divisor de águas, porque foi primeiro momento onde eu realmente me senti Mulher!