Maturidade do Orgasmo da Mulher

Atualizado: 6 de Mai de 2019


Vimos, ao longo da história da humanidade, a mulher ser menosprezada em todas as suas condições. Na economia, elas eram totalmente excluídas da sucessão. No aspecto civil, o casamento era um pacto entre duas famílias, seu objetivo era simplesmente a procriação.



Na prática do sexo, a mulher não deveria demonstrar sensação de prazer, a posição deveria ser o homem sobre a mulher. Sua principal virtude, dentro e fora do casamento, deveria ser a obediência e submissão.


A sexualidade representa saúde e qualidade de vida para homens e mulheres. O sexo seguro e prazeroso é tão importante, que é considerado um dos quatro parâmetros utilizados pela Organização Mundial da Saúde para definir a qualidade de vida de uma pessoa. (fonte)



Fisiologicamente nós mulheres somos igualmente semelhantes aos homens. Começa pelo desejo, e quando chega a um limiar de desejo, começa a excitação, onde no homem, ocorre a ereção do pênis e na mulher, a ereção do clitóris e a lubrificação vaginal.



Nesse momento, ocorre a preparação para a penetração, a vagina vai alongar, funcionando como uma “sanfona” para dentro e o pênis vai alongar, como uma “sanfona” para fora. Encaixe perfeito!



Essa dinâmica bioquímica gera um gasto de energia. É necessário que tenha uma hidráulica favorável para a irrigação de sangue nos órgãos sexuais.



Funcionando integralmente, o corpo do homem precisa de 70 ml de sangue para ocorrer a ereção aproximadamente 4 minutos para estar pronto para o sexo. Na mulher, é necessário 400 ml de sangue e aproximadamente 12 minutos para que ela esteja pronta para o sexo. Isto explica muita coisa.



O fato de a mulher demorar mais para se excitar, e todas as questões psicológicas como: agradar o parceiro; medo de ser chamada de fria; baixa autoestima; monotonia; falta de afeto; etc; são inúmeros fatores que podem levar a mulher a não conseguir chegar ao orgasmo e inclusive a fingir orgasmo, isso é muito comum, aliás. Quem nunca?



Daí que vem a grande questão:



dar prazer ao parceiro ou sentir prazer?


Eu explico. Dar prazer é um termo mais simbólico do que real. Na verdade, ninguém dá prazer. O prazer é algo individual.




Fisiologicamente, é impossível você doar prazer. Você não está no corpo do outro para ter as sensações dele.



Falar isso é importante, principalmente para a mulher que têm esse tabu, essa necessidade de sempre fazer tudo o que o parceiro quer para se sentir gostosa e maravilhosa.




Esse pensamento opressor e machista que foi implantado em nossas mentes de geração em geração, essa crença limitante que atinge boa parte da população feminina em nossa sociedade.


É simplesmente uma vida sexual de aparência e, em algum momento, a sensação de vazio vai aflorar e cada vez mais a sua autoimagem e autoestima vão ficar em estado de alerta, cada vez mais no “fundo do poço”.


A sensação de que sexo é pura obrigação, a crença de que nem merece mais sentir prazer porque não se considera mais uma mulher atraente.

O prazer é tão individual, que a partir do momento que você está tendo prazer, o outro vai certamente ficar excitado com o seu prazer, isso é a troca, o compartilhamento das sensações. Isto faz gancho com outro ponto.



A mulher atinge sua maturidade sexual por volta dos 30 anos, isso é outro fator relevante no processo. Portanto a orientação aqui é bastante preliminares, carícias carinho, toque, massagem erótica, etc.



É necessário não só o parceiro, mas a mulher principalmente ir dizendo o que gosta e o que não gosta, pois, quanto mais cedo ela se conhece, mais liberdade sexual ela terá, e, com certeza, maior quantidade e qualidade de orgasmos também.



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