Liberdade sexual: Masturbação Feminina

Atualizado: 6 de Mai de 2019



“O princípio da liberdade sexual engajou muitos pensadores do século XVII e XVIII, e foi o epítome dos fenômenos intelectuais mais fundamentais da época. Além do mais, embora ele tenha se originado nos debates teológicos e filosóficos de um lugar e período específicos, sua influência vem sendo sentida desde então.”




Este é um trecho de um livro que estou lendo chamado A Origem do Sexo, de Faramerz Dabhoiwala.




O livro fala sobre relatos e documentos históricos da repressão ao sexo nessa época e como as autoridades definiam de que forma os homens e as mulheres deveriam se comportar em relação ao sexo, o que originou a primeira revolução sexual.




Pois bem, mas hoje em dia, nós podemos dizer que, pessoas adultas, podem fazer o que quiserem com seus corpos, certo?




Mas então por que cargas d’água muitas mulheres sequer conseguem atingir o orgasmo até mesmo com seus parceiros?




Estou falando de mulheres heterossexuais, pois segundo dados de várias pesquisas de universidades norte-americanas publicadas pelo periódico Archieves of Sexual Behavior, em janeiro de 2018, (Fonte BOL), mulheres heterossexuais chegam menos ao orgasmo do que mulheres lésbicas e bissexuais.




Partindo de princípio de que o problema não seja físico, pois são todas mulheres, qual seria o problema?



Na verdade, o problema da anorgasmia vem com uma carga imensa de combinação de fatores. Por exemplo: a baixa autoestima, pois, se conformando em se sentir desta forma faz com que muitas mulheres nem se permitam tentar algum prazer sexual.




A mentalidade religiosa, de que é errado sentir prazer, se sentir desejada, anulação no vestir disfarçada de modéstia, a anulação de seus desejos, a timidez com seu parceiro, a dor na relação sexual, a sensação de que o sexo é uma obrigação para com o marido, já que a libido já foi pro espaço, tudo isso reflete, e muito, a ocorrência da anorgasmia entre as mulheres.



Por isso eu afirmo: “O Ministério da Saúde adverte:” mulheres precisam ter orgasmos! Isso é um caso de saúde pública, gente!


A masturbação feminina:

  • É uma forma natural de conhecer o próprio corpo e se permitir sentir prazer, gozar mesmo, e se possível múltiplos orgasmos, por favor!

  • Alivia o estresse, melhorar a libido e até diminuir a intensidade das cólicas durante a TPM.

  • Cria um momento de calma e tranquilidade onde a mulher pode se isolar e esquecer os problemas que a preocupam, reduzindo, até, os problemas de insônia.

  • É a melhor técnica para você aprender a se conhecer. A mulher não deve ter medo ou culpa de explorar seu corpo e prestar atenção nas sensações que cada toque proporciona.



De acordo com Jenny Hare, autora do livro “Orgasmos: como chegar lá”, encontrar seu ponto V pode ser mais simples do que parece.




“Posicione a mão na parte mais baixa do abdômen de forma que as pontas do indicador e do dedo médio fiquem no lugar onde os lábios externos da vulva começam”, explica a escritora.




A sexualidade feminina pode ser influenciada por muitos fatores, como a sociedade, a educação que a mulher teve ou sua personalidade.




A masturbação e o sexo anal, podem ser citados como exemplos de tabus que ainda não foram quebrados.



Despertar a sensualidade é essencial. A mulher que ainda se sente tímida ao tirar a roupa ou falar sobre suas preferências deve tentar melhorar a autoestima e livrar-se das paranoias.




Por isso, separar um tempo para se divertir e descobrir do que você gosta é, sim, necessário.


Por exemplo, eu amo água, amo tomar banho e me sentir molhada me deixa “molhada”. 😜 Adoro!



Logo, já sei que me masturbar numa banheira ou mesmo no chuveirinho do banheiro é certeiro. É lógico que existem tantas outras coisas que me dão tesão e sempre existe algo novo a ser descoberto.




No entanto, o que estou querendo dizer é que a masturbação feminina é só a ponta do iceberg aqui.




Se uma mulher não consegue ter orgasmos, não consegue se masturbar, não se cuida, não se sente bonita, tudo, absolutamente tudo fica em primeiro plano na vida dela, menos ela mesma.




Uma mulher precisa se sentir livre, empoderada. amada, leve. Uma dica importante e das mais antigas de um dos filósofos mais importantes da história:



“Conhece a ti mesmo!” , de Sócrates.


Não conheça somente o seu clitóris.




Conhece a ti mesmo. Se ame por inteiro. Se valorize. Busque a vida que valha a pena ser vivida, pois nesta existência, só existe uma!




Nós não conseguimos escolher nem o nascimento nem a morte. Mas ente o nascimento e a morte, tudo é questão de escolha.




Dê o grito de William Walace: Freeeedom!!




Bjokas molhadas!💋



Até a próxima!

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