Liberdade Sexual em Diversidade LGBTQIA+: Semana da Visibilidade Bissexual

Atualizado: 23 de Set de 2020



Ser bissexual não é ser indecise. É somente SER, como qualquer outra pessoa


Olá, meus amores! Tudo bem com vocês?



Interessante como muitas pessoas estão descobrindo a sua orientação sexual tardiamente e isso acarreta muitos efeitos psicológicos e não tão bons para pessoas LGBTQIA+, infelizmente. Eu mesma passei por isso. Descobri minha bissexualidade tardiamente e ainda tenho muito a me descobrir, mas antes tarde do que nunca, pois nunca é tarde para ser feliz, não é mesmo?



Nesta semana da Visibilidade Bissexual, é importante falarmos sobre o assunto, pois é somente com a conscientização que as coisas tendem a mudar para melhor.



Deixo aqui, então, um trecho da conversa que tive através de uma pessoa que veio me pedir aconselhamento, e talvez, essa questão ajude você também a se descobrir. Vamos ao ponto:



Twitter: Acabei de chegar no seu perfil no twitter, como tem sido sua experiência sobre liberdade sexual? Como começou essa jornada? Quais conselhos você daria para uma pessoa tentando entender a diversidade de experiências que podem existir debaixo da noção de liberdade sexual?

Tati Eckhardt: A experiência com a minha liberdade sexual tem sido bastante satisfatória, apesar de ser, realmente, necessário ter muita coragem, ousadia e principalmente paciência para expor a minha sensualidade como forma de empoderamento feminino e para passar conteúdo relevante com uma linguagem mais leve, em que as pessoas vejam que falar sobre sexo não é algo que precise ter vergonha, pois quanto mais a gente discute sobre um assunto, mais a gente aprende e se torna algo natural, entende?

A minha jornada pela minha liberdade como um todo, foi aos 15 anos, quando eu engravidei na minha primeira vez com um homem com o dobro da minha idade. Nessa época, a virgindade era uma conquista para um homem, então valia qualquer coisa para transar com uma 'novinha virgem'.

Eu morava em uma cidade do interior e quando a barriga começou a aparecer, as pessoas comentavam, fui apontada na rua como uma garota que vez vergonha para a família. Enfim, fui chamada de puta aos 15 anos, tendo engravidado na minha primeira transa. Quando me descobri bissexual, aos 17 anos, não entendia muito bem o que era aquilo e comecei a achar que eu estava virando lésbica por ter muita raiva daquele homem, e pior, cheguei a pensar que eu estava tendo um distúrbio mental, afinal, eu vivia sob um estresse muito grande de ser mãe solteira tão jovem. Não existia uma Sex Coach como eu naquela época. Eu tive que me virar sozinha e isso foi muito doloroso.

Mas, a partir daí, criei a minha filha sozinha e passei todos os preconceitos e dificuldades de criar uma menina numa sociedade machista do inferno. Não tinha espaço para viver minha sexualidade, eu tinha que sobreviver. Passei anos reprimindo meus desejos para me encaixar em padrões que nunca me couberam.



Quando conquistei minha independência financeira, me dei a chance de repensar sobre quem eu era e começar a me amar mais e aprendi muita coisa a respeito de mim mesma:


Eu sou bissexual. Ser bissexual não é indecisão, nem fase.

Desse momento em diante, nunca mais eu me importei com o que as pessoas pensassem de mim. Elas sempre estariam erradas. Elas não me conheciam. Não sabiam quem eu era e nunca saberiam.

Minha jornada nunca foi fácil, mas hoje vejo os frutos e já posso colher, pelo fato de eu ter sido uma mulher forte e que não aceitou a injustiça desse mundo machista. Ver minha filha empoderada e independente, é um desses frutos.



Hoje, trabalhar com isso é uma missão e um propósito para mim.

Quando vejo meninas sofrendo com relacionamentos tóxicos, ou que tem nojo do próprio corpo porque simplesmente sentem tesão por alguém, como se fosse algo errado, ou mesmo pessoas que querem assumir a sua orientação sexual para o mundo mas têm medo do julgamento alheio…



O primeiro conselho que eu te dou é o mais óbvio, mas não menos importante, que é:

Tenha a certeza de que as pessoas nunca realmente vão saber quem você é. Elas fazem uma vaga noção, e por isso, você jamais deve se preocupar com o que os outros vão falar de você. Pois se você tentar explicar, ou quiser sempre ficar fazendo coisas com medo que pensem algo ruim de você, vai passar a vida se justificando, vivendo numa escravidão”.

Tati Eckhardt



Nem sempre conseguimos fazer com que as pessoas nos entendam. Tem gente que é tão doente que só vai pensar o mal de você, não importa o que você faça.

Viva a sua vida com consciência de que você pode fazer o melhor por você e pelos que você ama, de que a vida é feita de fases e com elas, vem a sabedoria, e outras formas de ser e de pensar, ou seja, nós estamos sempre mudando e nos aprimorando. Portanto, não se preocupe, nunca vamos agradar a todos.


Espero ter ajudado. Se precisar, não deixe de falar. Entre em contato, faça suas perguntas que eu terei o maior prazer em responder. Caso tenha interesse em saber mais do meu trabalho, entre em meu site, conheça os serviços disponíveis para consultorias online.



Aproveite e dê uma olhada nas minhas redes sociais e no meu canal no YouTube onde falo de assuntos variados envolvendo sexualidade, relacionamentos e desenvolvimento humano. Abaixo, o conjunto de links que leva você até os meus conteúdos, que está sendo feito com todo carinho para você:


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