Experiência Psicodélica, por Tati Eckhardt




Na calmaria da manhã, ao observar os pardais,

Que acordam e vêm gorjear em meio as rosas,

Me pego a desejar mais momentos triviais

Que me oferecem sensações prazerosas.

Ao fechar os olhos, percebo um pouco mais…

Sinestesia: me conecto e ouço as sinfonias esplendorosas,

Sinto o sol, o frio do outono, cheiro de café e perfumes florais,

Nesta experiência psicodélica, me entrego a rabiscos em prosas.

Dou a luz à fênix: cinzas, fogo, água, mananciais.

Tímidos versos brotam de palavras despretensiosas,

Trazendo à tona esperanças esponsais

Ainda em meio ao risco das estradas sinuosas.

Viajo até o condado, meu lar interior onde habitam coisas primorosas.

Achei meu caminho, minha vida, daqui não saio jamais.

O reencontro da artista com sua arte, companheira generosa.

Faço as pazes, no tempo que me resta, sem contratos comerciais.