E Agora, o que Fazer com a Karol Conká?


Karol Conká eliminada e olha a carinha da Tati Eckhardt...

Pra quem tá acompanhando o Big Brother Brasil 21, tivemos um marco na história do programa que foi a eliminação de 99,17 %. Esse acontecimento nos sinaliza algumas coisas e é isso que vamos refletir hoje.


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Bom, desde o início do programa, Karol Conká tem sido mandona, manipuladora, arrogante, mentirosa e tantos adjetivos negativos que se possa lembrar. Mas poderíamos justificar que é um jogo e como tal, cada um usa as armas que tem para vencer.

Primeiramente, o programa já tem um aspecto experimental, onde utiliza vários artifícios para exaltar os ânimos dos participantes: ficar confinado durante 3 meses, câmeras em todo lugar, provas competitivas com privação de sono, privação de alimento, e em outro momento, comida e bebida liberada à vontade. Ou seja, o combo da desgraça.

No início, os personagens são criados. As pessoas que se prestam a esse tipo de experimento querem, justamente estar em evidência, alavancar a carreira, etc, Mas ninguém consegue fingir o tempo todo. Com o passar dos dias, começam as animosidades, os estímulos aos excessos e eventualmente uma briga aqui e ali, porque tudo isso dá muito ibope, pois sabem que as pessoas gostam de saber o que se passa na vida alheia, e poder ter a chance de dizer quem sai e quem fica neste jogo é viciante. Todo mundo quer.

Mas algo curioso aconteceu neste BBB: a produção não teve nem chance de começar a estimular as animosidades na casa.

Karol Conká não teve empatia com ninguém la dentro. Foi dissimulada, preconceituosa, cruel. Ponto. Isso é fato. Ocorreram crimes lá dentro: Xenofobia com Juliette, Bifobia com Lucas, Calúnia com Camila, entre outros erros que ela cometeu na casa. As pessoas que acompanharam se identificaram e se sentiram ofendidas.

O caso do Lucas pra mim, foi o pior, talvez por que doeu em mim pelo fato de eu ser bissexual e ter sofrido com a bifobia.

Na verdade, a produção teve que tentar conter o estrago de Karol Conká. Passando um pano aqui e ali, porque eles sabem da responsabilidade social que têm. Não que sejam bonzinhos mas porque não vai ser nada legal para a reputação do programa. Imagina o programa ser proibido por causas dos danos à saúde mental das pessoas? Isso já acontece desde a primeira edição, mas não havia um manifesto popular tão intenso e esse é um ponto crucial do nosso momento.

Na saída da Karol Conká, o discurso foi amenizador. A Globo faz um trabalho massivo de edição na criação de personagens pra temperar a história, evidenciando heróis e vilões porque sabemos que o que vende bem é luta entre bem e mal.

Entretanto, bem e mal, certo e errado nem sempre se revelam tão claramente mesmo porque, na verdade, esse conceito depende de muitos outros fatores de cunho psicológico, emocional, contexto social, etc. Então, se faz necessário manipular as coisas pra um grande público enxergar esse BEM e esse MAL, o que o editor quer que seja visto.

Esse fenômeno frequentemente ocorre no BBB, em novelas, filmes, séries e na política também. No caso dessa edição do BBB21, ficou tão fácil mostrar essa dicotomia herói/vilão, bem/mal, que eles tiveram que suavizar pra não destruir a imagem dos que interpretaram os vilões fora da casa.

Portanto, uma passada de pano pra Karol Conká é mais que interessante pra Globo. Afinal, se eles não tiverem cuidado com a imagem dos participantes aqui fora, certamente vão ter dificuldade de achar pessoas que se interessem em participar dos próximos programas.

Agora, o que fazer com Karol Conká?

Neste momento ela tá sendo cancelada a torto e a direita, mas pra quem tá pensando que o buraco é um pouco mais embaixo vai ver que, por trás, tem algo muito mais complexo.

Por um lado as pessoas se sentem ofendidas, mas por outro, se acham deusas por julgar as pessoas entre boas e más, e não se considera nada no meio dessa escala.

O que eu quero que vocês entendam é o seguinte: Karol errou, já está começando a pagar pelos seus erros e se, por acaso, as pessoas que foram machucadas na casa resolverem processá-la, vai ser mais que justo ela pagar pelos seus atos.

Mas por outro lado, todos nós temos trevas e luz dentro de nós. Se olharmos com um olhar mais humano, podemos perceber que poderia ser qualquer um de nós a cometer os mesmos erros, nas mesmas condições que ela. Não somos passíveis de cometer crimes. Por isso, eu sempre falo que devemos buscar dentro de nós aquilo que precisa ser elevado, melhorado.

Eu vou deixar aqui pra vocês, uma sugestão de um livro que estou lendo, que acredito que cabe nesta reflexão. O nome do livro é Sexo e Temperamento, de Margareth Mead. É um livro de antropologia e mostra como é a vida em sociedade de alguns povos primitivos em Papua, Nova Guiné e o quanto a nossa sociedade poderia aprender com o estilo de vida deles. É um livro que foi publicado em 1950, com várias reimpressões ainda é atual.

Pois bem, até onde estou lendo, que ainda é menos da metade do livro, dentre muitas coisas interessantes no livro que poderia nos ajudar nessa reflexão.

A comunidade Arapesh, por ser considerada pacífica. Quando uma das pessoas não respeita as regras sociais deles, como por exemplo, uma ofensa a outra pessoa, os esforços do grupo vão em direção à vítima. Toda a orientação vai para a pessoa ofendida, no sentido de perdoar por que o agressor não estava sendo ele mesmo. O agressor, geralmente envergonhado, se afasta por cerca de um mês até voltar com uma presente como pedido de desculpas, geralmente o presente é uma caça.

É claro que não somos uma sociedade, de longe, que suscita práticas pacíficas para um agravo como esse da Karol Conká. Mas poderíamos pensar um pouco nisso de forma mais humana.

É notório que Karol Conká tem sérios problemas psicológicos. Uma pessoa que destila ódio não está nem perto de estar no seu normal. Pensamentos baixos geram sentimentos baixos que geram práticas baixas, daí transborda preconceito e violência. Se nós recebemos tudo isso e devolvemos como um espelho, geramos mais preconceito e violência. Alguém tem que parar essa espiral. O ideal é que a atitude apaziguadora venha da pessoa que seja mais sensata a fazer isso, geralmente, a vítima.

É isso! Que futuramente possamos nos unir para debater questões e lutar para melhorar a nossa convivência como sociedade. Já que uma Reality Show tem poder de unificar nossas opiniões, que usemos essa energia para exigir melhores governantes pro nosso país.

Um bjinho da sua Sex Coach!

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