Diário de uma Bi: Porque você fica triste no Natal?


Natal de Tati Eckhardt

Florianópolis, 23 de dezembro de 2019.



Olá, meu querido diário, como você está?!



Estamos próximos do Natal, o fim do ano se aproxima e a gente se pega pensando em todas as coisas que não conseguiu fazer, todas as metas que não foram cumpridas, daí bate aquela sensação de frustração, entre comparações e expectativas, a tristeza começa a dar o ar da sua graça.



Depois, isso se transforma numa bola de neve que vai crescendo, você começa a sentir a ausência e saudade de pessoas queridas que não vão estar com você no Natal, porque já faleceram ou por estarem no reino de tão tão distante, lá onde está o Shrek, o Burro e o Gato que perdeu as Botas, e a lembrança dos que já se foram causa melancolia e a tristeza aumenta um pouco mais.



Daí, a gente começa a lembrar de Natais mais unidos, mais alegres, onde tudo era muito mais mágico, em quando a gente era criança e acreditava em Papai Noel.



Confesso a você, meu querido diário, eu não estava muito a fim de comemorar o Natal este ano. Na verdade ainda não estou. Mas estou aqui para conversar com você e de alguma forma transformar esse sentimento em algo positivo e construtivo. Sempre existe algo bom para agradecer e celebrar também. Afinal, temos que comemorar com as pessoas que ainda estão por perto.



Sim, agradecer...


Além da família e amigos, eu tenho você, meu querido diário, que de alguma forma me ajuda a superar a perda dos meus entes queridos e também a distância dos familiares e as lutas do dia-a-dia.



Você clareia minhas ideias para eu perceber tudo isso: o dom da vida, ver o lado bom das coisas e a dádiva de poder transformar um estado de espírito na hora que eu quiser, ter inteligência emocional e não ser escrava da tristeza, poder me permitir, me alegrar e ser constante, em paz interior, a hora e o momento que eu quiser, independente do que aconteça.



Obrigada pela sua companhia tão fiel e acolhedora.



Feliz Natal! E até daqui a pouco.