Diário de uma Bi: Poesia, Carlos Drummond de Andrade e Halloween


Sex Coach Tati Eckhard é apaixonada por poesias de Carlos Drummond de Andrade

Florianópolis, 31 de outubro de 2019.



Olá meu querido diário! Eu já estava com saudades...



Bem, como você sabe que o meu sonho de infância era ser uma escritora. Sempre fui apaixonada por literatura, me desafiava com livros que eu considerava difíceis de ler, para desenvolver meu intelecto. Era um mundo só meu e eu sempre amei isso. Hoje, trabalho escrevendo, e isso não é ótimo, meu querido diário?



Mas apesar de eu amar literatura e já ter lido diversos livros de literatura brasileira como Carlos Drummond de Andrade, eu jamais iria me lembrar que hoje é comemorado 117º aniversário. Logo que liguei o meu notebook para trabalhar, entro na internet, vejo um doodle muito fofo do Carlos Drummond de Andrade. Aiai... Bendito google que é quase que toda a minha memória! Eu gostaria muito de ter lembrado, acho importante exaltarmos nossas riquezas culturias nacionais.



E também, estava no Trending Topics do Twitter. Isso eu já imaginava. Rsrs.


Pra piorar, hoje também é dia de Halloween, o Dia das Bruxas. Aí mesmo que eu não iria lembrar, né, já que não é uma cultura brasileira, apesar de muitas pessoas comemorarem.

Eu, particularmente, nunca gostei de Halloween, sempre achei coisa do capeta. Por isso mesmo que eu não iria me lembrar, apesar de ser um assunto muito mais recorrente do que Carlos Drummond de Andrade, claro.



Mas como eu prefiro a Literatura Brasileira do que cultura de fora, deixo aqui minha homenagem ao ilustre poeta, que tenho grande admiração por suas obras, onde seu estilo literário que era o modernismo brasileiro, era de uma linguagem corrente, com temas do cotidiano, reflexões políticas e sociais, características próprias de sua época.



Carlos Drummond de Andrade é um dos maiores autores da literatura brasileira, sendo considerado o maior poeta do século XX. Acho que ele daria um excelente blogueiro, não acha, meu querido diário?



Uma de minhas poesias preferidas dele, apesar de não ser a mais conhecida é:



Quadrilha


João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili, que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.



Ele compara o amor como se fosse uma dança de quadrilha, onde os pares vão se trocando. Essa é uma história sem final feliz, pois apesar de a Lili ter se casado, não significa que ela era feliz. Ele relata isso com uma dose de sarcasmo, fazendo uma sátira, como o amor sendo algo extremamente difícil de conseguir. Que de certa forma, não deixa de ser verdade.



É isso meu querido diário. Por hoje é só.



Bjos! Até breve!