Diário de uma Bi: Gatinha na Praça


Tati Eckhardt: fetiches com a gatinha da praça

Florianópolis, 27 de setembro de 2019.


Olá, meu querido diário!


Estou aqui numa pracinha no centro da cidade, curtindo esse sol primaveril.


Observo os pássaros e curto suas cantorias indo e vindo de árvore em árvore. Estão alegres e alvoroçados. Tenho certeza que estão se exibindo pra mim... lugar gostoso.. momento gostoso para escrever... sinto o sol e o vento, curto a beleza das árvores, das flores, dos insetos nas flores... as pessoas... um momento de introspecção e relaxamento, curtindo minha paz interior.



Vejo uma mulher passeando na praça, na minha frente, tão linda que logo chamou minha atenção. Filmei com os olhos e daí, na minha cabecinha bissexual, começo a imaginar umas coisinhas bem gostosas que poderíamos fazer juntas e claro, quando a gente tá relaxada e tranquila é fácil sentir tesão, ainda mais numa mulher que me atraiu bastante.



Ela olhou pra mim e sorriu, humm, aquele sorrisinho característico, sua linguagem corporal me diz que ela gostou também… ela passou e saiu da praça.



Fui acompanhando com os olhos até perdê-la de vista, e aí continuei a divagar, fantasiando vários fetiches com ela, e sabe né, meu querido diário, eu tenho é imaginação!



Antes de eu terminar minhas fantasias para poder descrever aqui, sinto uma baforada de cigarro teleguiada pro meu nariz. Esse é o tipo de coisa que me irrita facilmente. Não posso deixar de falar nisso.

Fiz uma contagem por cima. De mais ou menos trinta pessoas somente eu e mais duas pessoas do outro lado não estavam fumando, contando com a gatinha da praça. De resto, todos estavam. E a maioria, jovem.



Fiquei pensando como uma cidade tão evoluída em alguns aspectos tem uma quantidade tão grande de fumantes.



Daí, reparei que colocaram uns cinzeiros nas árvores com umas plaquinhas para não jogarem o resto de cigarro nas plantas, nem as plantas querem. É lógico!



Fiquei aqui, com meus botões pensando se seria válido falar sobre esse assunto já que é tão delicado. Pode até ser que eu esteja sendo preconceituosa. Pois as pessoas são livres e o cigarro é uma droga lícita. Mas ainda sim fico indignada do quão retrógrado é fumar. Ou talvez o meu pensando que seja retrógrado.



O que você acha disso, meu querido diário?


Só sei que eu detesto sentir o cheiro de qualquer cigarro. Me irrita profundamente.


Enfim, não vou deixar isso estragar o meu dia. Esta cidade é ótima, aliás é a ilha da magia, e existem muitos outros lugares interessantes para estar e me inspirar a escrever. Afinal, incomodado é que se mude, né?


É, meu querido diário, vou tomar um delicioso cafezinho!



Vou ter que deixar pra contar meus segredinhos e devaneios sexuais em uma outra hora.


Bjos! Até!