Diário de uma Bi: Ciclone em Florianópolis


Depois do ciclone, só quero tocar...

Florianópolis, 02 de julho de 2020.

Olá, meu querido diário!

A sensação térmica hoje é de 14 graus aqui em Florianópolis, mas meu coração está quentinho. Incrível como a gente só percebe as pequenas e belas coisas da vida somente quando ficamos sem elas.



No dia 30 de junho de 2020 passou um ciclone por essas bandas daqui. Meu querido diário, nem te conto!Achei que a casa fosse pelos ares. Nunca tinha vivido uma experiência dessas.



O ciclone só passou por aqui pra dizer oi, beijinho e tchau. Ele nem ficou pro almoço porque senão seria um estrago total. Quando vi todos os vidros da casa balançando, a princípio achei que eram elásticos, mas depois, estava esperando que fossem explodir a qualquer momento. Até as paredes do andar de cima estavam balançando.



As crianças gritando, um corre, corre... Entrando água pra tudo que é lado. Corri com o bebê para o corredor do térreo, bem longe das portas e janelas de vidro, onde parecia ser mais seguro. Minha filha alucinada filmando tudo. O vento gritava, a chuva era granizo. O barulho ensurdecedor.



Ficamos sem energia elétrica por dois dias e a água escassa. Senti falta da luz, da água quente, do trabalho, da escrita, da leitura, das minhas lives no Facecast.


A limitação nos faz dar valor às coisas que sempre estão ali a nossa frente.

Hoje estou me sentindo tão em paz que qualquer coisa que eu consiga fazer me sinto no lucro, meu dia já está ganho. Pois sei que estamos são e salvos aqui. Em outros lugares, a situação foi bem pior.



Enfim, agora tenho luz, água, internet e café quentinho pra aquecer o frio. E dedos sedentos para teclar, escrever, pintar e tocar… qualquer instrumento que der vontade!😜



Até breve, meu querido diário, com mais aventuras pra contar.

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