Ano Novo, Vida Nova?

Atualizado: 16 de Abr de 2019

Apesar de sua comprovada unidade biológica, nós seres humanos, possuímos comportamentos de grupo que caracterizamos como cultura, e essa grande diversidade cultural, mesmo sendo da mesma espécie, nos permite sermos tão especiais. Pensando nisso, resolvi escrever sobre o ano novo.


Ano novo, vida nova


Eu amo o início do ano, principalmente no Brasil. Adoro as festas de Réveillon, as pessoas vestidas de branco, o verão, os planos, as promessas e a esperança de que o ano que chega vai ser ainda melhor que o anterior.


Mas essa ideia de “Ano Novo, Vida Nova” é realmente algo produtivo?


Será que se somente acreditarmos que se estamos usamos branco, jogamos flores no mar ou pela cor da minha calcinha eu terei sorte, fama, dinheiro, amor… ou pelo simples fato de ser o ano 2019 irá me trazer algo mágico?



Na verdade, é apenas o dia seguinte. O tempo é uma grandeza física. O calendário que usamos nos dá a noção de passagem de tempo. Mas o que fazemos com isso é o que importa.



Como disse Jean Paul Sartre:

“Não importa o que a vida fez de você. Importa o que você faz com o que a vida fez de você!”

O que estou querendo dizer é aproveitar o início do ano como uma oportunidade de avaliação pessoal, de reflexão sobre a existência. De fazer um balanço geral dos erros e acertos, das vitórias e fracassos e das perdas que tivemos.



Se ano após ano, em meio a tanta agitação e correria você se angustia quando percebem que o ano correu rápido demais, e tem a sensação da “Síndrome de Coelho da Alice”, de que está correndo depressa para ficar no mesmo lugar, que está sentindo que não está valendo a pena tanto esforço, algo precisa mudar.



É claro, mudar não é fácil. Toda mudança gera estresse, te tira da zona de conforto. Mas se acostumar a se forçar a fazer algo que não te deixa feliz, isso sim, não vale a pena.



Se ano novo será vida nova, isso só depende de nós. Mas se é preciso mudar, é preciso se conhecer. Sócrates disse: “Conhece a ti mesmo!” Faça planos que tenham a sua cara, que despertem a sua vontade.



Querer mudar não significa jogar tudo pro alto e viajar, parar de trabalhar, torrar todo o seu dinheiro. Viajar é bom, relaxar nas férias, ótimo. Mas mudar requer planejamento estratégico, a médio e a longo prazo.



Descobrir quais são os seus limites, quais são os seus desejos. Decidir, planejar e buscar persistentemente a realização de um sonho.



O passado é também intransferível, porque a responsabilidade pelas nossas ações é pessoal.



Não podemos colocar sobre o outro a responsabilidade por aquilo que fizemos ou deixamos de fazer, pela possibilidade que não se realizou, ou pelas escolhas que depois percebemos que foram mal feitas, nem pelas decisões que se mostraram equivocadas.


Não posso impedir a minha morte, nem mudar o passado. Entre o nascimento e a morte eu consigo controlar muita coisa.



Nós podemos mudar o rumo de nossas atitudes e ações. Podemos reconstruir a partir de onde estamos. Essa é a época, aproveite a ocasião.



Encare o novo ano como uma estrada, e caminhe. Um passo de cada vez, decidido e firme. Assim eu acredito em Ano Novo, Vida Nova.



Carpe Diem!



Feliz 2019!

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